
domingo, 19 de outubro de 2008
Gabeira ou um fato eleitoral muito novo, para o meu amigo Joca

Muitos políticos – inclusive Fogaça e Maria do Rosário, que disputarão o segundo turno aqui em Porto Alegre – já eliminaram a pose de super-heróis e a prosa característica dos “profissionais” do ramo, aqueles que dizem apenas o que o eleitor quer ouvir, sem compromisso com a viabilidade do que está sendo dito.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
G de...

... Gabeira!
"Vossa Excelência está em contradição com o Brasil, sua presença (a de Severino na presidência da Câmara) é um desastre para o Brasil"
Com essa frase, ele iniciou, em 2003, o movimento de cassação do corrupto presidente da câmara que saiu de lá, vinte-e-um dias depois.
Contra todas as previsões conformistas (e a minha ajuda!), o senhor de 67 anos virou o jogo no primeiro turno. Tou em campanha a partir de agora.
"Vossa Excelência está em contradição com o Brasil, sua presença (a de Severino na presidência da Câmara) é um desastre para o Brasil"
Com essa frase, ele iniciou, em 2003, o movimento de cassação do corrupto presidente da câmara que saiu de lá, vinte-e-um dias depois.
Contra todas as previsões conformistas (e a minha ajuda!), o senhor de 67 anos virou o jogo no primeiro turno. Tou em campanha a partir de agora.
domingo, 5 de outubro de 2008
Francesco

Eu devia ter uns 12 anos, não mais. Era a primeira vez que ia ao cinema sozinha. Pelo menos foi isso que acabou acontecendo. Eu marquei com uma colega de escola que não apareceu, era um cinema de bairro, pertinho da escola, que hoje não existe mais. Eu tinha comprado a entrada e, quando deu a hora, entrei e fui sozinha, orgulhosa da minha coragem, assitir ao meu primeiro Zefirelli: Fratello sole, sorella luna. Na época eu nem sabia bem o que era cinema, ou melhor, Cinema, com capital letters, mas eu sabia que a sensação da telona e tudo que vinha a seguir ao apagar das luzes era uma das melhores sensações que já tinha experimentado.
O filme deixou marca indelével. Hoje, mais de 30 anos depois, eu consigo lembrar da impressão que me causou. Lembro, sobetudo, da impressão que aquela figura masculina e frágil me causou. Nunca mais eu me livrei da sensação. Virou um ícone. Na época eu começava a frequentar a igreja católica por minha livre vontade, freis agostinianos e comunidades de base onde viria a surgir o primeiro partido de esquerda, quando a ditadura finalmente fosse dada por encerrada, 10 anos depois. Alguns anos mais, veio a decepção com a instituição. Vieram outras leituras, vieram outras experiências, individuais ou em grupo, e eu me afastei daquela igreja, embora me diga sempre católica, sei que sou isso mesmo, ainda que tenha concepções que se afastam muito das regras em vigor e cada vez mais, a julgar pelos dois últimos pontífices.
Uma coisa, porém, permanece daquela experiência "cinematográfica" em mim: Francesco. O de Assisi. Nunca mais na vida livrei-me da admiração e de uma ternura solidária por aquela figura de homem que, intimamente, eu sei, ninguém jamais vai descrever com fidelidade, dada a distância temporal, o desgaste histórico, o sobrepor, incessante e desmesurado, de imagens e interesses sobre a figura original. Como se fosse um afresco antigo que desaparece sob a cal, reaparece com novas cores, com dourados improváveis, com descalabros. Seja como for, eu sou absolutamente hipnotizada pelo Francesco d'Assisi. E as coincidências andam sempre rondando.
Há anos, em Florença, no mercado ao lado da entrada da Ponte Vecchia (a que incendiou, mais tarde), todos compravam um sem número de coisas, grandes e pequenas, eu, a única coisa que comprei, pois achei aboslutamente extraordinária, foi um crucifixo em madeira, daquelas imagens típicas da iconografia bizantina, com dourados e sem perspectiva. Era a imagem mais bonita que eu já tinha visto de crucifixo, a mais singela também. Ainda me encanta aquele estilo, há uns anos em Antuérpia, fui parar dentro de uma igreja ortodoxa, com aquela conhecidíssima imagem da N.Sa. do Perpétuo Socorro, bem bizantina, chapada em uma parede de uns 5 metros de altura. Linda.
Pois bem, o crucifixo florentino eu guardei e ainda está em uma parede de corredor da minha casa, acompanhou-me em muitas andanças e démenagements. Este ano, pela Páscoa, fui a uma exposição de crucifixos organizada no centro cultural do católico lugar onde trabalho, vejo o "meu" crucifixo entre os trezentos e tantos exemplares, pergunto ao padre que organiza a exposição alguma informação sobre o dito e ele, muito naturalmente, responde: esse é o Cristo de Assis. Eu quase caio dura, pois aquela compra, treze anos atrás, tinha sido absolutamente intuitva, a minha (se é que se pode chamar assim) devoção começou a se concretizar bem mais tarde. Descobri, hoje, que, de fato, aquele crucifixo é o que estava na igreja de San Damiano, construída por Francisco e seus amigos, reconstruída de uma capela em ruínas. Aquela, não a outra, basílica rica e pomposa, que nada tem a ver com a simplicidade e o que devia ser o coração daquele homem.
Desde então, ganhei umas quantas imagens, comprei outras, aprendi pequenos detalhes, descobri o Tau, encontrei um editor paulista que é tão devoto que tem imagens de Francesco de todos os lugares por onde já passou. Descobri que no Nordeste do Brasil, é o Francisco das Chagas, destino de peregrinação em época de seca ou de qualquer outra aflição. Ganhei de uma pessoa especial um exemplar de lá, feito em madeira, por um mestre-santeiro conhecido. Também comprei algumas, muito menos do que as que me foram oferecidas.
Ontem foi dia dele. Da morte dele. E eu tinha que falar sobre isso hoje. Agrada-me mais do que mencionar a República Portuguesa, ou as nossas eleições, embora, eu tenha feito uma prece silenciosa, com todo o meu coração, antes de apertar o botão da minha eletrônica urna, para que um pouco da energia e do espírito do Francesco escorram lá da velha Assisi até nós.

O filme deixou marca indelével. Hoje, mais de 30 anos depois, eu consigo lembrar da impressão que me causou. Lembro, sobetudo, da impressão que aquela figura masculina e frágil me causou. Nunca mais eu me livrei da sensação. Virou um ícone. Na época eu começava a frequentar a igreja católica por minha livre vontade, freis agostinianos e comunidades de base onde viria a surgir o primeiro partido de esquerda, quando a ditadura finalmente fosse dada por encerrada, 10 anos depois. Alguns anos mais, veio a decepção com a instituição. Vieram outras leituras, vieram outras experiências, individuais ou em grupo, e eu me afastei daquela igreja, embora me diga sempre católica, sei que sou isso mesmo, ainda que tenha concepções que se afastam muito das regras em vigor e cada vez mais, a julgar pelos dois últimos pontífices.
Uma coisa, porém, permanece daquela experiência "cinematográfica" em mim: Francesco. O de Assisi. Nunca mais na vida livrei-me da admiração e de uma ternura solidária por aquela figura de homem que, intimamente, eu sei, ninguém jamais vai descrever com fidelidade, dada a distância temporal, o desgaste histórico, o sobrepor, incessante e desmesurado, de imagens e interesses sobre a figura original. Como se fosse um afresco antigo que desaparece sob a cal, reaparece com novas cores, com dourados improváveis, com descalabros. Seja como for, eu sou absolutamente hipnotizada pelo Francesco d'Assisi. E as coincidências andam sempre rondando.
Há anos, em Florença, no mercado ao lado da entrada da Ponte Vecchia (a que incendiou, mais tarde), todos compravam um sem número de coisas, grandes e pequenas, eu, a única coisa que comprei, pois achei aboslutamente extraordinária, foi um crucifixo em madeira, daquelas imagens típicas da iconografia bizantina, com dourados e sem perspectiva. Era a imagem mais bonita que eu já tinha visto de crucifixo, a mais singela também. Ainda me encanta aquele estilo, há uns anos em Antuérpia, fui parar dentro de uma igreja ortodoxa, com aquela conhecidíssima imagem da N.Sa. do Perpétuo Socorro, bem bizantina, chapada em uma parede de uns 5 metros de altura. Linda.
Pois bem, o crucifixo florentino eu guardei e ainda está em uma parede de corredor da minha casa, acompanhou-me em muitas andanças e démenagements. Este ano, pela Páscoa, fui a uma exposição de crucifixos organizada no centro cultural do católico lugar onde trabalho, vejo o "meu" crucifixo entre os trezentos e tantos exemplares, pergunto ao padre que organiza a exposição alguma informação sobre o dito e ele, muito naturalmente, responde: esse é o Cristo de Assis. Eu quase caio dura, pois aquela compra, treze anos atrás, tinha sido absolutamente intuitva, a minha (se é que se pode chamar assim) devoção começou a se concretizar bem mais tarde. Descobri, hoje, que, de fato, aquele crucifixo é o que estava na igreja de San Damiano, construída por Francisco e seus amigos, reconstruída de uma capela em ruínas. Aquela, não a outra, basílica rica e pomposa, que nada tem a ver com a simplicidade e o que devia ser o coração daquele homem.
Desde então, ganhei umas quantas imagens, comprei outras, aprendi pequenos detalhes, descobri o Tau, encontrei um editor paulista que é tão devoto que tem imagens de Francesco de todos os lugares por onde já passou. Descobri que no Nordeste do Brasil, é o Francisco das Chagas, destino de peregrinação em época de seca ou de qualquer outra aflição. Ganhei de uma pessoa especial um exemplar de lá, feito em madeira, por um mestre-santeiro conhecido. Também comprei algumas, muito menos do que as que me foram oferecidas.
Ontem foi dia dele. Da morte dele. E eu tinha que falar sobre isso hoje. Agrada-me mais do que mencionar a República Portuguesa, ou as nossas eleições, embora, eu tenha feito uma prece silenciosa, com todo o meu coração, antes de apertar o botão da minha eletrônica urna, para que um pouco da energia e do espírito do Francesco escorram lá da velha Assisi até nós.
sábado, 4 de outubro de 2008
De poetas e de gatos
Uma das raras e preciosas frequentadoras deste boteco fez uma postagem que eu, absolutamente, preciso divulgar. Vejam aqui, o que faz um poeta quando é humilde o suficiente para admirar essas especiais criaturas, os gatos.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Maria Keil - Será possível?
To: Metropolitano de Lisboa
Maria Keil (gosta que a tratem apenas por Maria) nasceu na cidade de Silves, em 1914. Partilhou a maior parte da sua vida com o arquitecto Francisco Keil do Amaral, com quem se casou, muito jovem, em 1933. De lá para cá fez milhares de coisas, sobretudo ilustrações, que se podem encontrar em revistas como a “Seara Nova”, livros para adultos e “toneladas” de livros infantis, os de Matilde Rosa Araújo, por exemplo, são em grande quantidade. Está quase a chegar aos 100 anos de idade de uma vida cheia, que nos primeiros tempos teve alguns “sobressaltos”, umas proibições de quadros aqui, uma prisão pela PIDE, ali... as coisas normais para um certo “tipo de pessoas” no tempo do fascismo.
Para esta “história”, no entanto, o que interessa são os seus azulejos. São aos milhares, em painéis monumentais, espalhados por variadíssimos locais. Uma das maiores contribuições de Maria Keil para a azulejaria lisboeta, foi exactamente para o Metropolitano de Lisboa. Para fugir ao figurativo, que não era o desejado pelos arquitectos do Metro, a Maria Keil partiu para o apuramento das formas geométricas que conseguiram, pelo uso da cor e génio da artista, quebrar a monotonia cinzenta das galerias de cimento armado das primeiras 19, sim, dezanove estações de Metropolitano. Como o marido estava ligado aos trabalhos de arquitectura das estações e conhecendo a fatal “falta de verba” que se fazia sentir, o Metro lá teve de pagar os azulejos, em grande parte fabricados na famosa fábrica de cerâmica “Viúva Lamego”, mas o trabalho insano da criação e pintura dos painéis... ficou de borla. Exactamente! Maria Keil decidiu oferecer o seu enorme trabalho à cidade de Lisboa e ao seu “jovem” Metropolitano.
Finalmente, a história! Recentemente a Metro de Lisboa decidiu remodelar, modernizar, ampliar, etc, várias das estações mais antigas e não foram de modas. Avançaram para as paredes e sem dizer água vai, picaram-nas sem se darem ao trabalho de (antes) retirar os painéis de azulejos, ou ao incómodo de dar uma palavra que fosse à autora dos ditos.
A parte “realmente boa” desta (já longa) história é que, ao contrário de quase todos os arquitectos, engenheiros, escultores, pintores e quem quer que seja que veja uma sua obra pública alterada ou destruída sem o seu consentimento, Maria Keil não tem direito a qualquer indemnização.
Pergunta-se “porquê? Porque na Metro de Lisboa há juristas muito bons, que descobriram não ser obrigatório pedir nada, nem indemnizar a autora, de forma nenhuma... exactamente porque ela não cobrou um tostão que fosse pela sua obra!!!
Este crime silencioso não pode continuar impune. Pior do que o crime em si será o (nosso) silêncio à sua volta.
Como tal os abaixo assinados exortam o Conselho de Gerência do Metropolitano de Lisboa a, rapidamente, deligenciar obter os desenhos dos painéis destruídos e mandar executar, à empresa que produziu (a Viúva Lamego) novos painéis.
Com todo o respeito, os abaixo assinados.
Retirado daqui, onde se pode assinar a petição.
Por favor, meus queridos portugueses, digam que isso é mentira.
Maria Keil (gosta que a tratem apenas por Maria) nasceu na cidade de Silves, em 1914. Partilhou a maior parte da sua vida com o arquitecto Francisco Keil do Amaral, com quem se casou, muito jovem, em 1933. De lá para cá fez milhares de coisas, sobretudo ilustrações, que se podem encontrar em revistas como a “Seara Nova”, livros para adultos e “toneladas” de livros infantis, os de Matilde Rosa Araújo, por exemplo, são em grande quantidade. Está quase a chegar aos 100 anos de idade de uma vida cheia, que nos primeiros tempos teve alguns “sobressaltos”, umas proibições de quadros aqui, uma prisão pela PIDE, ali... as coisas normais para um certo “tipo de pessoas” no tempo do fascismo.
Para esta “história”, no entanto, o que interessa são os seus azulejos. São aos milhares, em painéis monumentais, espalhados por variadíssimos locais. Uma das maiores contribuições de Maria Keil para a azulejaria lisboeta, foi exactamente para o Metropolitano de Lisboa. Para fugir ao figurativo, que não era o desejado pelos arquitectos do Metro, a Maria Keil partiu para o apuramento das formas geométricas que conseguiram, pelo uso da cor e génio da artista, quebrar a monotonia cinzenta das galerias de cimento armado das primeiras 19, sim, dezanove estações de Metropolitano. Como o marido estava ligado aos trabalhos de arquitectura das estações e conhecendo a fatal “falta de verba” que se fazia sentir, o Metro lá teve de pagar os azulejos, em grande parte fabricados na famosa fábrica de cerâmica “Viúva Lamego”, mas o trabalho insano da criação e pintura dos painéis... ficou de borla. Exactamente! Maria Keil decidiu oferecer o seu enorme trabalho à cidade de Lisboa e ao seu “jovem” Metropolitano.
Finalmente, a história! Recentemente a Metro de Lisboa decidiu remodelar, modernizar, ampliar, etc, várias das estações mais antigas e não foram de modas. Avançaram para as paredes e sem dizer água vai, picaram-nas sem se darem ao trabalho de (antes) retirar os painéis de azulejos, ou ao incómodo de dar uma palavra que fosse à autora dos ditos.
A parte “realmente boa” desta (já longa) história é que, ao contrário de quase todos os arquitectos, engenheiros, escultores, pintores e quem quer que seja que veja uma sua obra pública alterada ou destruída sem o seu consentimento, Maria Keil não tem direito a qualquer indemnização.
Pergunta-se “porquê? Porque na Metro de Lisboa há juristas muito bons, que descobriram não ser obrigatório pedir nada, nem indemnizar a autora, de forma nenhuma... exactamente porque ela não cobrou um tostão que fosse pela sua obra!!!
Este crime silencioso não pode continuar impune. Pior do que o crime em si será o (nosso) silêncio à sua volta.
Como tal os abaixo assinados exortam o Conselho de Gerência do Metropolitano de Lisboa a, rapidamente, deligenciar obter os desenhos dos painéis destruídos e mandar executar, à empresa que produziu (a Viúva Lamego) novos painéis.
Com todo o respeito, os abaixo assinados.
Retirado daqui, onde se pode assinar a petição.
Por favor, meus queridos portugueses, digam que isso é mentira.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Da cor do sol
Que Deus me dê, antes de morrer, os sabores da cor do sol. Do sol que arde no deserto dos homens azuis; do sol que paira sobre a Toscana dos muros ocres; do sol que banha o Mediterrâneo das casas brancas; do sol que brilha no Nordeste e faz as mangas serem tão perfumadas e doces que só de passar perto delas apetece não ser mais nada além de um ser vivo que pode se alimentar do cheiro e do sabor que elas guardam; do sol das laranjas de Allambra, das laranjas da Bahia, das laranjas que jazem numa banca à espera, em um frasco feitas cristal, com açúcar e magia e derretem na boca depois do jantar.
E que Deus me dê, igualmente, antes de morrer ( e mais algumas vezes antes disso, se possível) todos esses sabores e aromas e mais os do encarnado tomate seco ao sol, molhado no azeite, temperado com hervas e desejo. E que me dê, também, para acompanhar, a maciez do centeio feito pão, como nas serras da infância da minha mãe e que se possa regar tudo isso, com a dourada cerveja ruiva que os monges se encarregaram de nos deixar de herança, para não esquecermos que o estômago fica perto do coração e que os lábios saboreiam e beijam com a mesma saliva e intensidade.

E que Deus me dê, igualmente, antes de morrer ( e mais algumas vezes antes disso, se possível) todos esses sabores e aromas e mais os do encarnado tomate seco ao sol, molhado no azeite, temperado com hervas e desejo. E que me dê, também, para acompanhar, a maciez do centeio feito pão, como nas serras da infância da minha mãe e que se possa regar tudo isso, com a dourada cerveja ruiva que os monges se encarregaram de nos deixar de herança, para não esquecermos que o estômago fica perto do coração e que os lábios saboreiam e beijam com a mesma saliva e intensidade.
domingo, 31 de agosto de 2008
Because the world will always welcome lovers...
... as time goes by.
Eu bem precisava de um break nesta minha bronca and he gave me a break. Thanks so much, Mr Movie.
Apesar de todas as broncas e de tudo que é tão mais ou menos, ou francamente dispensável, restam os passatempos de verão do meu querido Lauro Antonio e o seu final que é imbatível, de todos os filmes, de todos os affairs, de todos os tempos, Casablanca. Mas esse filme não seria esse filme, se não fosse Miss Bergman, imbatível, e se não fosse a voz de Blue Eyes e se não fosse esta canção. Para coroar um verão na casa do cinema, só podia ser isso. Então, minha humilde concordância com um post maravilhoso que está aqui.
Eu bem precisava de um break nesta minha bronca and he gave me a break. Thanks so much, Mr Movie.
Apesar de todas as broncas e de tudo que é tão mais ou menos, ou francamente dispensável, restam os passatempos de verão do meu querido Lauro Antonio e o seu final que é imbatível, de todos os filmes, de todos os affairs, de todos os tempos, Casablanca. Mas esse filme não seria esse filme, se não fosse Miss Bergman, imbatível, e se não fosse a voz de Blue Eyes e se não fosse esta canção. Para coroar um verão na casa do cinema, só podia ser isso. Então, minha humilde concordância com um post maravilhoso que está aqui.
You must remember this
A kiss is still a kiss
A sigh is still (just) a sigh
The fundamental things apply
As time goes by
And when two lovers woo
They still say: "i love you"
On that you can rely
No matter what the future brings
As time goes by
Moonlight and love songs - never out of date
Hearts full of passion - jealousy and hate
Woman needs man - and man must have his mate
That no one can deny
It’s still the same old story
A fight for love and glory
A case of do or die
The world will always welcome lovers
As time goes by
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