Pra recordar.
Quando éramos revolucionários.
Quando éramos crianças.
Quando acreditávamos.
Quando lutava-se.
Quando amava-se.
Quando a terra era um planeta azul.
Quando havia ainda mais de 30 anos para se consertar o século.
Quando havia um país a consertar.
Quando iam todos mudar o mundo.
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domingo, 11 de maio de 2008
A Tropicália
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Quando tínhamos
Desculpem, juro que não é o Valentine's. Mas em todo lugar por onde andei hoje, pensamentos desse tipo me fizeram viajar. Agora tem que ser. E porque o meu querido Guardador das Margens do Tejo anda também a esvaziar o baú da adolescência, e porque a Pit resolveu ir buscar cacau no túnel do tempo e porque eu, hoje à tarde, vi uma propaganda de um curso preparatório para as escolas militares e tinha lá escrito, bem grande, AFA, que era justamente onde estudava um delicioso e platônico amor de adolescência, que tocava violão divinamente, adorava os Beattles, e vinha pra junto de mim sempre que podia e tocava tão suave com aquelas mãos que eu nunca experimentei, juro, mas deveria. Eu sei.
Por todas essas coisas, eu tive que postar essa musiquinha abaixo. Essas letras tão simplórias, como simplórios somos todos nós quando andamos apaixonados pelo mais comum dos seres humanos e olhamos para ele, ou para ela, como se de um ser especialíssmo se tratasse. Como se trouxesse ouro, incenso e mirra a cada vez que se aproximasse de nós e como se sua figura emitisse uma luz e seu corpo exalasse um perfume que nos cegasse e nos inebriasse como só seriam capazes as mais raras substâncias.
E ao ver a propaganda que me levava a vinte anos de agora, não, mais, vinte e cinco anos para trás, no mínimo, talvez trinta, sei lá. Ao ver a tal propaganda, eu pensei em como somos outros quando acreditamos que temos pela frente todas as possibilidades e que várias delas se realizarão. Mas nós somos assim. Nós fomos. E outros serão depois de nós. Muitos foram, e outros estão sendo, mesmo agora. Basta ouvir um dos meus alunos, de uns 20 anos, vindo de outra cultura, nada latina, que vira e diz:
Isso acontece quando você está tão apaixonado por alguém, que você só pensa nessa pessoa, em mais nada além dela, e que essa pessoa é o mundo inteiro pra você, e que do lado de fora pode ser a terceira guerra mundial, mas pra você, o mundo só existe pela boca, pelos olhos e pelo movimento desse outro ser.
Foi isso que eu ouvi, há menos de um mês, em plena sala de aula, na universidade, de um jovem ruivo e sardento, vindo de Georgetown, com olhos cheios de sonho e paixão.
Por todas essas coisas, eu tive que postar essa musiquinha abaixo. Essas letras tão simplórias, como simplórios somos todos nós quando andamos apaixonados pelo mais comum dos seres humanos e olhamos para ele, ou para ela, como se de um ser especialíssmo se tratasse. Como se trouxesse ouro, incenso e mirra a cada vez que se aproximasse de nós e como se sua figura emitisse uma luz e seu corpo exalasse um perfume que nos cegasse e nos inebriasse como só seriam capazes as mais raras substâncias.
E ao ver a propaganda que me levava a vinte anos de agora, não, mais, vinte e cinco anos para trás, no mínimo, talvez trinta, sei lá. Ao ver a tal propaganda, eu pensei em como somos outros quando acreditamos que temos pela frente todas as possibilidades e que várias delas se realizarão. Mas nós somos assim. Nós fomos. E outros serão depois de nós. Muitos foram, e outros estão sendo, mesmo agora. Basta ouvir um dos meus alunos, de uns 20 anos, vindo de outra cultura, nada latina, que vira e diz:
Isso acontece quando você está tão apaixonado por alguém, que você só pensa nessa pessoa, em mais nada além dela, e que essa pessoa é o mundo inteiro pra você, e que do lado de fora pode ser a terceira guerra mundial, mas pra você, o mundo só existe pela boca, pelos olhos e pelo movimento desse outro ser.
Foi isso que eu ouvi, há menos de um mês, em plena sala de aula, na universidade, de um jovem ruivo e sardento, vindo de Georgetown, com olhos cheios de sonho e paixão.
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