O Lauro Antonio Corado é um bloger inattendu e insuspeito pois não faz parte da geração blog padrão, também não passou a adolescência escrevendo pessoalidades e usando codificações duvidosas que só têm por mérito isolar em uma redoma de linguajar pequenos (ou grandes) grupos de semi-desocupados (ou de desajustados de qualquer espécie) como é o caso, em geral, do jargão adolescente de conteúdo, em geral, esvaziado.
E assim, escrevendo em linguagem impecável e usando textos, às vezes, longuíssimos - contra toda padronização bloguística - Lauro consegue o inesperado, ter um blog atualizado e interessante, multidomínios e agradável aos olhos, levando o caráter plurissemiótico do gênero às últimas conseqüências, mas sem cair no vulgar ou se descaracterizar. O LA apresenta tem uma identidade que não se perde e a não perder.
Tudo isto para dizer que ele nos ofereceu um excelente texto sobre o gênero blog que, apesar de longo, considero leitura necessária para quem se interessa genuinamente pelo gênero, seja para brincar de escritor de blogs, seja para exercer o papel de leitor público ou incógnito como tantos lurkers que conheço. Ou, para quem começa, como eu e outros, a criar sistematizações passíveis de serem utilizadas em aulas de práticas da linguagem, onde se ensina que a Internet e seus gêneros há muito deixou de ser brincadeira de adolescentes e "desocupados" - rótulo muito em uso na década passada - e se tornou coisa séria. Séria no que diz respeito aos processos de construção e aos seus conteúdos, mas ainda e sempre genuinamente lúdica na forma e nos conteúdos. Deixo, abaixo, uma provinha para quem tem pressa, mas tudo está aqui, é só clicar.
E assim, escrevendo em linguagem impecável e usando textos, às vezes, longuíssimos - contra toda padronização bloguística - Lauro consegue o inesperado, ter um blog atualizado e interessante, multidomínios e agradável aos olhos, levando o caráter plurissemiótico do gênero às últimas conseqüências, mas sem cair no vulgar ou se descaracterizar. O LA apresenta tem uma identidade que não se perde e a não perder.
Tudo isto para dizer que ele nos ofereceu um excelente texto sobre o gênero blog que, apesar de longo, considero leitura necessária para quem se interessa genuinamente pelo gênero, seja para brincar de escritor de blogs, seja para exercer o papel de leitor público ou incógnito como tantos lurkers que conheço. Ou, para quem começa, como eu e outros, a criar sistematizações passíveis de serem utilizadas em aulas de práticas da linguagem, onde se ensina que a Internet e seus gêneros há muito deixou de ser brincadeira de adolescentes e "desocupados" - rótulo muito em uso na década passada - e se tornou coisa séria. Séria no que diz respeito aos processos de construção e aos seus conteúdos, mas ainda e sempre genuinamente lúdica na forma e nos conteúdos. Deixo, abaixo, uma provinha para quem tem pressa, mas tudo está aqui, é só clicar.
Navegar na Internet, surfar pelos blogues impõe uma mentalidade nova e um rigor cada vez maior. A ingenuidade não é mais possível e essa é uma das características para que urge alertar o consumidor passivo destas novas ferramentas tecnológicas.
(...)
A blogosfera tem de tender a ser essa terra de respeito mútuo, de construção colectiva, de utopia possível.
Numa altura em que quase todas as utopias ruíram, em que os valores se afundam, em que o materialismo guerreiro se tenta instalar com os resultados que todos vemos, é importante reinventar novas utopias, que sendo utopias todos sabemos não cumpridas a cem por cento no futuro, mas prováveis de concretizar em larga medida.
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A blogosfera tem de tender a ser essa terra de respeito mútuo, de construção colectiva, de utopia possível.
Numa altura em que quase todas as utopias ruíram, em que os valores se afundam, em que o materialismo guerreiro se tenta instalar com os resultados que todos vemos, é importante reinventar novas utopias, que sendo utopias todos sabemos não cumpridas a cem por cento no futuro, mas prováveis de concretizar em larga medida.

